Agentes, versões e execuções
Um agente é um texto, não um programa
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Um agente é escrito em português, em blocos: o objetivo, o que ele pode usar, o que ele nunca faz. Não há código dentro dele e não há caixa de arrastar e soltar. O que está escrito é o que a plataforma lê.
Isso é uma escolha, e ela tem uma consequência que aparece no dia a dia: quem escreve o agente é quem entende do processo, não quem entende de programação.
Uma versão é um congelamento
Section titled “Uma versão é um congelamento”
Toda vez que uma instrução é publicada, a plataforma guarda o texto inteiro e calcula uma versão a partir dele. Publicar duas vezes o mesmo texto não cria duas versões — a versão é o conteúdo.
Isso responde a pergunta que aparece meses depois: com quais instruções aquilo rodou? Não com as instruções de hoje. Com as daquele dia, que ainda estão guardadas.
Uma execução é fixada à versão em que começou
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Uma execução carrega a versão que valia quando ela abriu, e a mantém até terminar. Publicar uma correção no meio do expediente não muda o que já está rodando.
Isso evita a situação em que alguém aprova uma ação, a instrução muda, e a ação executada é outra. O que foi aprovado e o que foi executado são a mesma coisa, sempre.
Tudo é lido de um registro só
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A plataforma não guarda “o estado do agente” em lugar nenhum. Ela guarda os passos, em ordem, cada um selado contra o anterior. O estado é o que se obtém lendo os passos do começo ao fim.
Na prática: nenhuma tela mostra um resumo que alguém possa ter atualizado por fora. O que a tela mostra e o que o auditor lê saem da mesma leitura.
Um passo registrado nunca é alterado nem apagado — o banco recusa. Uma correção é um passo novo, e a correção também fica no registro.
O que impede uma execução de fazer algo é assunto de O que a plataforma para antes de acontecer.