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Guia do auditor

A trilha administrativa: quem decidiu o quê, e quando

Toda run é uma cadeia de passos. Cada passo aponta para o anterior, então um passo alterado quebra a verificação. A tela do console, os exports e a verificação leem a mesma cadeia.

Uma auditoria deve começar pelo id da run, não por um screenshot. Abra a run, verifique a trilha e então inspecione os passos que importam.

Um passo registra fatos que a plataforma precisa manter:

  • o que abriu a run;
  • qual versão foi fixada;
  • em nome de quem a run agiu;
  • o veredito e a regra do Gate;
  • medições de custo, token e tamanho de prompt;
  • referências e digests para conteúdo volumoso.

O passo não deve carregar payload grande ou pessoal inline. Argumentos de ferramenta, resultados de ferramenta, input da run, respostas finais e artefatos de contexto compartilhado vivem no content store. O ledger registra uma referência e um digest.

Essa distinção importa: o ledger é evidência de longa duração; o content store é onde retenção e apagamento se aplicam.

Use Verify the trail na run. A verificação recompõe a cadeia e informa o primeiro passo que não bate.

Se a verificação falhar, pare de interpretar a run como evidência até o problema de integridade ser resolvido. Uma cadeia quebrada significa que o registro não diz mais o que aconteceu.

Abrir argumentos ou resultados é um ato deliberado porque esses bytes podem conter dado pessoal ou conteúdo de terceiro. Quando o conteúdo ainda existe, a tela mostra os bytes e o digest os liga ao passo. Quando o conteúdo foi apagado, a tela diz apagado em vez de vazio.

Vazio, ausente e apagado são fatos diferentes:

EstadoLeitura
VazioA run não produziu conteúdo para aquele campo
AusenteO objeto referenciado não foi encontrado
ApagadoRetenção ou pedido de titular removeu os bytes

Não trate uma resposta apagada como “o agente não disse nada”. Ele disse algo; os bytes é que não estão mais retidos.

Exporte a run quando uma revisão precisa sair do console. O export é útil porque carrega dados dos passos, referências, digests e o resultado da verificação.

Não substitua um export por texto copiado de um resultado de ferramenta. Texto copiado perde o digest, a decisão do Gate que permitiu aquilo e os labels que carregava.

Apagamento alcança conteúdo, não o ledger imutável. O ledger mantém o fato de que o conteúdo existiu, com referência e digest, para a plataforma ainda explicar a run sem reter o dado pessoal em si.

Linhas operacionais de canal têm retenção própria. Linhas que ainda devem uma resposta são preservadas até a plataforma responder ou não ter mais uma run entregável de onde responder.

Leia on behalf of na run e o passo de aprovação, se existir. Uma run aberta por mensagens observadas no Slack usa o principal runAs configurado, não o autor da mensagem no Slack.

“Por que esta escrita não aconteceu?”

Section titled ““Por que esta escrita não aconteceu?””

Leia o passo do Gate. Uma barreira de dados ou ação destrutiva bloqueia de vez. Um veredito que precisa de aprovação espera uma pessoa. Aprovação libera só a chamada exata e os argumentos exatos que foram aprovados.

Procure o resultado da ferramenta $fuseone.context.read. A trilha nomeia o artefato, a run de origem e o digest. O conteúdo é lido por uma ferramenta da plataforma, não copiado para o prompt inicial do listener.

“Posso comparar isto com logs de produção?”

Section titled ““Posso comparar isto com logs de produção?””

Sim. Chamadas de ferramenta registram referências e horários, mas não headers secretos ou credenciais. Compare por id da run, número do passo, nome da ferramenta e timestamps do sistema externo.

Para diagnóstico do dia a dia, comece por Reading a run. Para limites de fluxo de dados, leia Data labels and barriers.