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Rascunho, copiloto e autônomo

Todo agente publicado nasce em rascunho e pausado. Sair de cada degrau é uma decisão de alguém, registrada.

EstágioO que ele pode fazer
RascunhoNão abre execução real. Só ensaio
CopilotoExecuta de verdade, e toda escrita espera uma pessoa (exceto o claim de work item)
AutônomoExecuta e escreve sozinho, dentro do que política e classificação permitem

Repare no que não muda entre eles: o Gate avalia igual nos três. Autônomo não é “sem freio” — é “sem espera humana no que já estava liberado”. Ferramenta destrutiva continua bloqueada, taint continua parando escrita, teto continua valendo.

O agente existe, tem versão publicada, e não abre execução real.

É onde se escreve, ensaia e corrige. O ensaio roda contra situações que você escolhe, com as ferramentas secas — nada é enviado nem alterado em sistema externo.

Saia daqui quando: o ensaio passa nas situações que importam, e as que ele marcou como precisa de olhar você entendeu e resolveu.

Executa de verdade. Toda escrita para e espera uma pessoa aprovar aquela chamada específica. A única exceção é o claim de work item ($fuseone.work_item.claim), que só registra na plataforma qual card um run reservou e passa sem aprovação, para que dois runs nunca esperem uma pessoa para reservar o mesmo card.

É o degrau onde se aprende o que o agente realmente faz com dado real — que nunca é exatamente o que o ensaio mostrou.

Saia daqui quando: as aprovações viraram rotina sem surpresa. Não é uma contagem mágica, mas três perguntas:

  • As aprovações estão sendo iguais? Se você aprova a mesma coisa toda vez sem pensar, a decisão já não é uma decisão.
  • Alguma recusa te surpreendeu? Se sim, o agente ainda está aprendendo o trabalho — ou a política está errada.
  • Você olharia a trilha de uma execução dessas e ficaria confortável? Se a resposta depende de quem estava olhando, ainda não.

Executa e escreve sem esperar aprovação, dentro do que já estava permitido.

O que continua parando: efeito destrutivo e financeiro, conteúdo marcado como vindo de fora, política que escala ou nega, e qualquer teto.

Isso significa que promover a autônomo não é o momento de relaxar a política — é o momento em que ela passa a ser a única coisa segurando. Antes, um humano revisava cada escrita e pegaria o que a política deixou passar. Agora não.

A ordem que funciona:

  1. Ensaie até as situações relevantes passarem.
  2. Publique em rascunho e tire do pause.
  3. Copiloto, e aprove de verdade — lendo os argumentos, não clicando por hábito.
  4. Antes de ir para autônomo, escreva as políticas que segurariam o que te preocupa, e ligue em monitorar. Veja se elas bateriam.
  5. Troque as políticas para impor, e só então promova.

O passo 4 é o que costuma ser pulado, e é o que separa promover de apostar.

Descer um degrau não é fracasso — é o mecanismo funcionando. Um agente que passou a errar depois de uma mudança no sistema do outro lado volta para copiloto até se entender o que mudou.

O que a política decide está em Políticas, e o que o Gate para independente de estágio está em O que a plataforma para antes de acontecer.