Skip to content

Seu primeiro agente, do começo ao fim

Vamos montar um agente que responde dúvidas de infraestrutura no Slack: alguém menciona o agente num canal, ele consulta métricas e logs, e responde na thread.

É um caso bom para começar porque só lê. Você vai ver a plataforma funcionando sem arriscar nada — e depois vai ver o que muda quando ele precisar escrever.

Integrações: os servidores do exemplo conectados e respondendo

Em Integrações, conecte o servidor MCP que dá acesso a métricas e logs.

Ao conectar, a plataforma descobre as ferramentas que ele oferece — e nenhuma delas funciona ainda. Isso é deliberado, não é falha.

Detalhe em MCPs e credenciais.

A classificação que destrava a ferramenta: efeito, dado de fora e o que a desfaz

Ainda em Integrações, diga o que cada ferramenta faz ao mundo: ler, escrever, destrutivo ou financeiro.

A plataforma não adivinha pelo nome. Alguém precisa decidir, e essa decisão fica registrada com quem a tomou.

No nosso caso, consultar métrica e log é ler. Enquanto o agente só ler, ele nunca vai parar pedindo aprovação.

A escada está em O que a plataforma para antes de acontecer.

Em Agentes → Novo, descreva o trabalho com suas palavras. A plataforma converte isso nas sete partes fixas, e você revisa antes de gerar o rascunho.

As partes que mais importam aqui:

  • Objetivo — responder dúvidas de infra com base em métricas e logs.
  • Como agir — consultar antes de responder; nunca responder de memória.
  • Nunca — não inventar número que não veio de uma consulta.
  • Quando parar — se a pergunta não for sobre infra, dizer isso e parar.

Escolha as ferramentas que ele alcança. Só as que ele precisa — alcance é capacidade, e texto dizendo “não use X” não remove X.

Como escrever bem está em Como escrever bons blocos.

Antes de publicar, use Ensaiar. Escolha situações — perguntas reais que já apareceram servem bem — e rode.

As ferramentas ficam secas: nada é enviado nem alterado em sistema externo. Mas as chamadas ao modelo são cobradas, então ensaio não é grátis.

Olhe as situações marcadas como precisa de olhar. Se o Gate recusou alguma coisa, é isso que você queria descobrir aqui e não em produção.

Publicar cria uma versão e não liga nada. O agente nasce em rascunho e pausado.

Tire do pause e deixe em rascunho enquanto ainda estiver ajustando.

Em Integrações → Canais, conecte o Slack e configure a conversa do canal onde o agente vai atender.

Para começar, use menções: o agente só responde quando alguém o chamar. É o modo mais previsível.

Detalhe em Slack e canais.

Promova para copiloto e deixe rodar com gente usando.

Como o agente só lê, quase nada vai parar. O que você está observando aqui é outra coisa: ele está respondendo bem? Abra algumas execuções e leia a trilha — o caminho que ele fez, quantas consultas, quanto custou.

Como ler está em Ler uma execução.

Uma hora alguém vai querer que ele abra um chamado em vez de só responder.

Aí tudo muda, e é aqui que a plataforma fica interessante:

  • A ferramenta de abrir chamado é escrita, então toda chamada para e espera aprovação.
  • Se o agente leu o texto de um chamado antes, a escrita para mesmo em autônomo — conteúdo que veio de fora carrega marca.
  • Você aprova as primeiras, lendo os argumentos, e aprende o que ele faz.

Como decidir está em Aprovar uma ação.

9. Antes de autônomo, escreva a política

Section titled “9. Antes de autônomo, escreva a política”

Quando as aprovações viraram rotina sem surpresa, não promova ainda.

Primeiro escreva as políticas que segurariam o que te preocupa — por exemplo, escalar toda escrita fora do horário comercial — e ligue em modo monitorar. Deixe rodar e veja se elas bateriam onde você espera.

Depois troque para impor, e só então promova para autônomo.

Porque depois de autônomo a política é a única coisa segurando: não há mais um humano lendo cada escrita atrás dela.

O passo a passo dos estágios está em Rascunho, copiloto e autônomo, e como escrever a regra está em Políticas.

Que a plataforma recusa por padrão em cada ponto: ferramenta descoberta não age, agente publicado nasce parado, escrita espera gente, conteúdo externo marca a execução.

Nenhuma dessas recusas é defeito. Cada uma é o lugar onde alguém decide — e essa decisão fica registrada.